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Metamorfose: a fúria dos lobisomens

Por que há tantos relatos dos homens lobos em épocas e lugares diferentes? Lobisomem da Península Ibérica e da América Central e do Sul, Volkodlák dos eslavos, Loup-garou dos franceses, Versipélio dos romanos, Werwolf dos saxões, Hamtammr dos nórdicos, Óboroten dos russos, Wahrwolf dos germanos ou Licantropo dos gregos, tanto faz, eles estão conosco desde a maldição de Licaão, rei da Arcádia amaldiçoado por Zeus por oferecer como oferenda a carne de um homem chamado Árcade, à partir de então transformava-se em lobo sempre que a raiva lhe tomava a alma.

Publius Ovidius Naso (43 a.C - 17 d.C) escreveu a obra Metamorphoses, do qual cita as transformações de homens em animais, incluindo o rei Licaão em lobo, uma das primeiras, senão a primeira citação de um homem que se transforma em lobo. A obra influenciou William Shakespeare, John Milton, Dante Alighieri, Benjamin Britten, Cruz e Silva e tantos outros ao longo de dois milênios.

Ademir Pascale (organizador) reuniu 25 escritores que produziram contos voltados para o mundo dos lobisomens. Surgiu então a antologia Metamorfose: a fúria dos lobisomens (All Print, 2009).

Participo desta antologia com o conto Última memória.